sexta-feira, 25 de junho de 2010

You know I love you so...

Hoje... ao ouvir depois de tanto tempo uma música preferida, caí no choro. Chorei por ter que aceitar que nem tudo o que queremos podemos ter. Seja de forma completa ou parcial.

Porque é impossível que dois corpos oculpe o mesmo espaço ao mesmo tempo? Porque a distância existe e ainda não inventaram uma câmara de teleporte? Porque amar dói tanto quando deveria trazer somente alegria e sorrisos?

Porque temos que passar por coisas que nos fazem sofrer para talvez.. e somente talvez.. conseguirmos algo bom no final?

Porque quanto mais amamos mais dolorido fica o processo de ficar junto, de querer ficar junto?

Para mim tem sido assim! Incessantes momentos de lembranças deliciosas que vêm atreladas a um pêndulo pesado, de chumbo e que nos arrasta a um afastamento cotidiano.

Queria não pensar, não saber amar, não saber sorrir, não querer, talvez até não ter. Só queria que essa dorzinha chamada saudade saísse do meu coração e da minha cabeça e fosse embora.

Que a distância diminuísse e que o amor prevalecesse. Amar cansa e desgasta. Fere a alma e a põe casta. Pura! Ingênua! Tola!

Mas amar o que se tem, saber amar e valorizar o que, quem se tem, talvez valha mais que a dor que sinto ao lembrar que o que mais desejo no mundo inteiro, está a quilômetros de distância e que, mesmo estando junto a mim em pensamento, ainda assim se afasta mais e mais.

Cabe a mim então me deitar... tentar descansar... tentar sonhar e, quem sabe, num destes sonhos, acorde com uma boa idéia ou com o que mais amo ao meu lado?

Acredito sinceramente no amor puro e genuíno, daqueles avassaladores e para sempre!

Que meu sono seja então o descanso necessário para o guerreiro em combate permanente e que nesse descanso eu possa ter mais perto de mim aquilo que me alimenta a alma e o coração.

Pra Você!!!


Yellow

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