sábado, 20 de fevereiro de 2010

Tristeza não tem fim... felicidade sim!

O sorriso que conheci não é mais o mesmo. Aquela luz que antes brilhava a cada risada já não aparece mais. Nos olhos uma tristeza de quem não pode ou não consegue ser melhor, de quem não sabe como colocar para fora. Em meus olhos, tentativa, esperança, preocupação. Em meu sorriso, frustração, inquietação, medo.

Como afastar de nossas vidas sombras que nunca dão folga? Como trazer para minha vida paciência que nunca tive?

Essas perguntas 'martelam-me' a cabeça e já quase não tenho mais esperança de que algum dia terão respostas.


Nesses últimos dias percebi que água morna é ruim. Tentei me convencer do contrário, mas percebi que tentar me iludir não ajuda muito, pelo contrário, só faz com que eu me entristeça cada vez mais. E isso acontece a cada vez que percebo que estou num jogo onde é cada um por si para que em algum momento possamos ser cada um por nós.

É muito ruim quando nos esforçamos, lutamos muito por algo e não vemos tantos resultados. 'Não estou sabendo ficar com você!' Ouvi isso esses dias e me doeu tanto. Talvez fosse melhor contar apenas com aquilo que posso ter, amizade talvez.

Talvez eu não tenha nascido para as relações em que duas pessoas precisem interagir. Talvez seja melhor seguir meu caminho sozinha. Quem sabe dói menos?

Talvez eu esteja me equivocando achando que escrever mais uma vez aliviará a dor que tem aqui dentro. Uma dor constante de quem já saboreou pequenos momentos de felicidade mas que por algum motivo foram apenas 'pequenos momentos'.

Se por algum momento eu consiguisse entender o que acontece de verdade, se por alguns instantes pudesse ter certeza de que o caminho que sigo é o correto, se por algum momento, um pequeno momento, as respostas surgissem... se este pequeno momento ocorresse, me agarraria a ele e largaria tudo por ele.

Utopia!

Tento entender de onde vem tamanho medo, tamanho ostracismo. Mas sou intensa demais para entender o que se passa na cabeça obscura de um ser trancafiado à coisas que não conheço.

Desistir? Já tentei. Mas sempre que penso em partir meu peito dói, fico tonta e algo me diz: 'Fica! Espera! Aceita! Paciência!'

Neste momento me sinto como uma dependente voraz que tenta se livrar do vício. E como não consigo, escrevo.

Não sei se verão isso e, se verem, se falarão alguma coisa. Mas no momento sinto que é hora de partir. Pensei em algumas formas de partir. Mas ainda sou fraca demais para largar para trás pessoas e sentimentos. Pensei na saída mais rápida, mas essa causaria decepção, choro e daria muito trabalho para algumas pessoas. Fora que a idéia de ter vermes por todo o corpo não me agrada. =/

Não posso voltar ao ser fraco que um dia fui e com isso me submeto ao sofrimento da dúvida e do medo. Melhor viver assim que não viver. Mas será que estou vivendo? Acho que não...

No final das contas, a menina do porque se apossa e no final de tudo, restam apenas as perguntas.

...

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