segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Talvez...

A que ponto cheguei? Não consigo me lembrar nem em que ponto da minha loucura deixei de tomar os remédios e surtei de vez.
Que fique bem claro, não sou uma louca perigosa. Só cometo atos imbecis e que deixam marcas apenas em mim. Normalmente cuido bem das pessoas que gosto. Só não cuido muito de mim.
Tenho me descuidado tanto que já ando esquecendo dos meus atos. Isso sim é perigoso, para todos!
No início desse dia constatei que preciso de tratamento de choque! Remédios que me façam dormir e bons médicos. Alguém aí conhece um médico que cuide de almas feridas e que decifre com precisão cirúrgica meu coração, minha cabeça e sentimentos?!
To me vendo agora como uma estúpida que acha que o mundo é todo vermelho. Eu devia ser poetisa ou autora de novela mexicana. Nunca vi alguém gostar tanto de um drama. Gosto tanto deles que, na maioria das vezes, me vejo dentro de um, e causados por mim, ou melhor, por minha culpa.
Só que dessa vez fui longe demais e consegui abrir uma ferida diferente das outras. Se pelo menos me lembrasse de ter procurado por isso...
Estou com medo de estar doente, de estar com algum problema. Há muito venho esquecendo coisas, das simples às mais importantes. Devo procurar um médico? Talvez meu problema não seja físico... espiritual ou ainda, as duas coisas juntas.
Talvez pela primeira vez tenha encontrado alguén e algo de verdade e, tenho estragado as coisas aos poucos. O que me custa tentar ser compreensiva, amiga e companheira?
Talvez eu esteja mesmo errada. Talvez só queira viver um sonho. Talvez esteja errada!
Assumir um erro não é fácil. Mas assumo aqui, publicamente, que errei.
Errei em sonhar, em achar que tudo daria certo e que sempre seria a companhia ideal para alguém.
Acho que desisto aqui. Podem me chamar de fraca, de burra, de egoísta, de patética. Mas somente eu sei onde e o quanto dói. Desistir às vezes é mais doloroso que seguir adiante e tenho andado cansada! Muito peso para pouca cabeça!
Sei que tenho muito a pensar e muito chão a caminhar, mas desisto!
Resolvi que preciso esquecer para prosseguir. Por isso, darei o máximo de mim para o trabalho e para os estudos. Talvez dessa forma consiga preencher o buraco aberto essa madrugada.
Alguém ficou... mas eu estou partindo!
Não sei se quem ficou sentirá minha falta, mas preciso seguir adiante. Faltam muitos degraus. É preciso cuidado, paciência e dedicação. Hoje desci alguns desses degraus. Preciso agora recuperar o fôlego, trabalhar duro e voltar a subir degrau por degrau.
Talvez precise de ajuda mas não sei se aceitarei.
Parando para organizar as idéias só consegui enxergar NÃO! Não... não quero.. não pode... não.. não.. e não...! ........................ eu devia ir dormir e parar de pensar em tantos nãos.
Tenho vida nova pela frente. Vida que precisa de mim, da minha presença, da minha atenção, concentração e dedicação.
Sendo assim, tento pensar no sim. Sim coisas nova virão, sim consigo, sim eu posso!

***

Tenho que tirar um tempo para jogar o lixo fora. Pode ser essa semana. Dia de festa... ótimo para arrumar o armário e me livrar de velhas cascas que são mórbidas lembranças.
Parece que algo dentro de mim está morrendo. Não sei se quero cuidar para que não morra. Às vezes quando se morre algo, coisas maiores e mais bonitas surgem no mesmo lugar.

***

Preciso dormir!