segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Impotência

Impotência
s. f.
1. Estado ou qualidade de impotente.
2. Impossibilidade.
3. Falta de forças.

Impotente! É como me sinto hoje. Totalmente impotente, incopetente, distante, triste e sem noção.

Noção zero do que fazer, de como agir, de como ser.

O que fazer quando quem você mais ama perde alguém que ele(a) tanto ama? Não sei!

Neste final de semana ouvi da minha vida que sou péssima em apoiar ou em estar ao lado. Não sei ficar calada e quieta porque acho que sempre se ajuda fazendo ou falando algo. E de repente, meio que como hironia, me vejo calada, quieta, sem reação, sem fôlego.

Me sinto presa à situações que aparentemente me impedem de seguir além. Fazer as malas, pegar um ônibus e correr para onde realmente quero. Ao lado dele!

Neste momento tão importante e triste de sua vida, eu quero mais que tudo estar lá com ele, ao seu lado, poder colocar sua cabeça em meu colo como ele tanto gosta e simplesmente ficar lá. Ser para ele tudo o que ele espera de mim, ser para nós tudo o que precisamos. Mas neste exato momento estou aqui. Pés fincados num chão que não quero pisar, dedos no teclado quando na verdade deveriam acariciar seus cabelos, boca fechada, mãos atadas.

Minha ansiedade e impulsividade me gritam: "Corra! Vá até ele! O conforte! Seja o que ele precisa!" Mas meu bom senso me diz que preciso ter paciência, cautela e esperar que ele me chame.

Já sabe que estou aqui... sempre! A qualquer hora, em qualquer ocasião, estou aqui.

Mas ver lá (Undo 2009), ver ele quietinho no msn, não poder falar nada e apenas aguardar me deixa completamente sem chão.

Aprenderei na marra a ser o que ele precisa. E acho que agora sei exatamente o significado de tudo o que ele me disse no final de semana.

Mas neste momento, a única coisa que posso e consigo fazer, é elevar meu pensamento e todo o meu amor a Deus e pedir que Ele o leve e cubra 'minha vida' com o máximo de conforto e calor que eu consiga mandar.

Meu amor, ainda que eu não possa estar hoje ao seu lado fisicamente, saiba que estou sempre dentro de você e que meu amor caminha ao seu lado.

...

Pai...
Hoje recebeste mais um filho. Filho querido e amado por todos nós aqui.
Cuida bem de nosso irmão, dê a ele conforto, alívio, paz e sabedoria.
Receba-o em tua morada e ensina-o a alimentar-se de tuas palavras, do bem e do amor divino que nos unge sempre.
Que em sua passagem ele possa renascer como ser iluminado e sábio, fraterno e são.
Que nos anos de estudos que o esperam, sejam plenos de ensinamentos e luz.
Pai, que assim seja.

domingo, 22 de novembro de 2009

Insegurança

Insegurança:s. f. Falta de segurança, inquietação.

Porque essa coisa me prende há tanto tempo?

Tenho fases em que meu sorriso reflete uma felicidade real e plena. Tem fases em que ele esconde um medo maior que eu e que na maioria das vezes me consome por dentro L-E-N-T-A-M-E-N-T-E!

Já me perguntei porque deixo esse medo chegar nos melhores momentos ou porque permito que atitudes alheias me afetem e me façam ficar ansiosa e, ..., medroza.

Agora por exemplo, acordei de dois pesadelos terríveis para mim. Aranhas e traição! Minha aracnofobia me persegue até em sonho e acordar deseperada com falta de ar não é legal. Acordar ao receber (em sonho) uma mensagem do namorado dizendo ('Me torturem... não fui um bom namorado!!! hehehe') também não é nada legal. Foi apenas um pesadelo, mas ele veio de um medo profundo de que tudo que estou acreditando não passe de uma ilusão, de que alguém na verdade não seja tão sincero assim e que a mudez que lhe trava a boca e os atos são na verdade, a verdade! Eu sei parece confuso... Mas aí, volto no ponto inicial, porque deixo o medo de que isso seja verdade me afetar ao ponto de cessar meu sorriso, minha vontade e me fazer pensar apenas em fugir o quanto antes para que o sofrimento seja menor!?!

Vamos lá!

Relembrando a velha infância, percebi que cresci em um meio onde tudo era mentira, falsidade, traição, máscaras, ilusões distorcidas da verdade. E notem, a situação não era nem verossímil! Tentaram me ensinar a mentir, disseram, minta e serás recompensada. Nunca aprendi!

Talvez desde sempre eu traga em minha mente que tudo que preciso é da verdade, e talvez por isso acabe ferindo tanto as pessoas e me ferindo também. Mas..., talvez isso tenha penetrado tanto em alguma parte de mim, que hoje, tudo o que consigo ver nas pessoas são máscaras e não ter certeza do que está por trás delas me assusta e me deixa assim, insegura!

Talvez meu passado seja o culpado pela minha total descrença nas pessoas e meu afastamento delas. Mas a pergunta mais importante não consigo responder: 'Como acabar com isso?'.

Passo minha vida inteira acuada e na maioria das vezes ataco antes de ser atacada. Lembra disso né: 'A melhor defesa é o ataque!!!'? E meu ataque não é diretamente conta as pessoas. É contra mim. =( O medo de ser traída por um amigo, por um homem, por minha mãe, pelas minhas gatas (aredite isso é possível!), o medo de chegar a triste conclusão de que estou sozinha e de que é melhor ficar assim do que sofrer mais... esse medo que me persegue até em sonhos assim como minha aracnofobia... esse medo que me faz acordar às 06:38 e vir escrever para tentar minimizar a dor e conseguir dormir novamente... esse medo que me consome lentamente!

Todo esse medo é um ataque brutal a mim que me deixa zonza, confusa e com vontade de nada...

E para piorar, sonho com aranhas! Tinham que ser aranhas?! Foi assim, eu chegava num local onde morava um rapaz junto ao meu namorado e esse rapaz era colecionador de aranhas... VIVAS. Minha aracnofobia ataca assim: vejo uma aranha, se não sei se é venenosa ou não, fico com medo e falta de ar, paralisada. Isso acontece também quando estou em locais que não conheço muito bem e um mané fala: 'Não olha ... porque tá cheio delas!' Pronto! Empaco feito mula. Mas nesse sonho eu gritava, tentava respirar e só conseguia pegar um par de meias. O.o Em seguida sonho que recebo uma mensagem no celular dizendo: 'Torturem-me... não fui um bom namorado!!! hehehe' Porque uma coisa tem a ver com a outra e faz com que meu medo se aumente? Simples, segundo a boca pequena e antiga, sonhar com aranhas significa que você está sendo traído por alguém. No meu caso pode ser por mim mesma porque, sonhar com meus dois maiores pesadelos seguidos? É querer me fuder demais.

E talvez seja isso mesmo. Não consigo lidar com meus medos e os ligo a pontos que me enfraquecem e os culpo por isso.

Mas talvez seja realmente culpa de um todo. De uma vida de histórias que não foram começadas por mim.

Ou ainda, e juro que não quero acreditar nisso, seja culpa de algumas situações recentes onde tudo o que vi foi silêncio, menos empenho do que o que tenho feito e muito menos vontade que a minha. Talvez menos importância também.

Quero acreditar que escrever tudo isso me aliviou de alguma forma e que posso voltar a dormir.

Mesmo que leiam isso aqui nada mudará mesmo.

Talvez a melhor opção seja ficar sozinha com minhas aranhas lindas e perigosas. Que elas me arranquem o ar até eu não poder voltar mais. Que me injetem seus venenos até não haver mais espaço para veneno em meu corpo. Que me devorem e me levem para qualquer outro lugar...

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Às vezes é bom chorar...

Às vezes choro sozinha! Me sinto mal com isso, mas quase sempre prefiro chorar só do que perceber olhares recriminatórios ou ouvir críticas que nem sempre são necessárias no momento em que tudo que mais preciso é apenas ser ouvida e, talvez, abraçada.

Hojo foi um desses dias em que chorei sozinha. Acabei me entristecendo mais por ter chorado num ônibus indo para o trabalho do que pelo o que se passava em minha cabeça.

Pensei em ligar para minha amiga Lílian, mas já imaginava mais ou menos o que ela diria, então preferi não ligar para ninguém. Depois pensei em ligar para meu amigo psicólogo, mas lembrei que, mesmo com o bendito código de ética, é quase impossível para ele conversar comigo sem analisar alguma coisa de forma clínica e técnica. Fora que ele falaria:"__ Larga essa porra e vai curtir a vida!' Ou não, na atual fase dele talvez recitasse um trecho de um livro qualquer ou metesse no meio da minha sofreguidão, um tema político a la Che!

Pensei em ligar para outra amiga e pedir que me encontrasse no centro da cidade para beber alguma coisa e poder falar tudo o que está agarrado aqui dentro dessa cabeça que às vezes nem é tão inteligente assim. Mas ela falaria algo do tipo: "__ Gi, vc tem que ter paciência. Olha pra mim, as coisas estão dão certo e eu encontrei meu caminho!" Aí em seguida, me interromperia para falar outra coisa ou dar outro conselho, no final das contas eu não falaria quase nada do que preciso.

Pensei depois em ligar pro meu amigo do Rio e gastar uma fortuna com telefone, mas ele não saberia me ouvir muito bem, fora que atrapalharia as 'refeições' dele. Homem complicado que no momento só quer saber de pegar 'carne nova'.

Procurei na minha agenda mental e todas as pessoas que lembrei que eu poderia conversar tinham alguma coisa que me impediriam de falar tudo o que sinto que precisa ser falado.

Com toda a busca feita na caixola, percebi qua amo muiiiiito meus melhores amigos e meus amigos, mas não consigo conversar totalmente com nenhum deles. Sempre fazem algo que acabam me chateando mais ou que simplesmente me fazem calar.

Percebi que quase sempre prefiro me calar e que, por mais mal que isso possa me fazer, é melhor conversar comigo mesma. Comigo não preciso abrir a boca, não preciso ouvir coisas desnecessárias e todas as críticas acabam sendo mais duras do que a crítica de qualquer outra pessoa, mas são feitas nos momentos certos.

Hoje em dia só existe uma pessoa no mundo com quem consigo me abrir completamente. Mas ela reune quase todos os 'problemas' citados acima. Me ouve bem, mas critica no momento errado. Me abraça e às vezes até consegue ficar quietinho apenas sentindo minha respiração ou choro, mas acaba ficando quieto quando eu mais preciso ouvir algo, às vezes não deixa que eu conclua uma idéia e isso me entristece.

Refletindo muito bem sobre tudo que coloquei aqui, percebi que sou exatamente como essa pessoa. Trago em mim todos os 'defeitos' que podem minar a vontade de alguém de apenas conversar.

Em meio ao choro no ônibus, às lembranças de algumas pessoas queridas, à saudade de alguém especial, percebi também que eu não nasci para ter longos e saudáveis relacionamentos. Em todos eles ou me submeto ou submeto alguem aos caprichos e ordens. Ou manipulo ou sou manipulada. Se deixo livre reclamam de falta de atenção, se estou muito perto, reclamam que pergunto demais, fico em cima, acabo sufocando. Nunca fui uma pessoa de meios termos ou meias palavras. E acho que não sei ser 'meio' Giselle com ninguém. Tento fazer o certo para uns, mas para outros o certo tem outra cara, outro jeito.

Com isso, mais uma vez me fecho!

Fico numa busca incessante de como criar a Giselle certa para cada uma das ocasiões e vejo que nunca dá certo. Sou assim e, creio, morrerei assim!

Estou na espera de algo maior e mais profundo. Não fico parada esperando que isso caia do céu, mas parece que tudo o que faço é errado ou se volta contra mim como de fosse uma apunhalada lenta e que rasga a carne mais quando o punhal sai do que quando entra. Minhas reflexões são assim, punhais prontos para me perfurarem onde mais dói.

Talvez eu tenha passado toda uma vida procurando a coisa errada, as pessoas erradas. Ou talvez tenha encontrado tudo certo no momento errado e, com isso, tenha julgado que era errado por não estar no meomento certo.

Só sei que tem dias em que tudo parece perfeito e tem dias em que tudo parece fora do lugar, inclusive eu...

Nesse exato momento, não sei mais quem quero, se eu ou se aquela pessoa especial, ou ainda se um amigo por perto. Talvez queira apenas dormir um pouco e acordar de forma diferente. Talvez mais magra um pouco, talvez mais adulta, talvez fechar os olhos e perceber que tudo que pensei estava errado e que eu só precisava passar um pouco de água no rosto, lavar os olhos, dar umas piscadelas, esfregar um pouquinho e enxergar direito como as coisas são.

Será que a tão famosa busca da felicidade requer sofrimento e solidão? Será que estou no caminho certo? Será que estou com a pessoa certa, os amigos certos?

Nessas horas percebo como chorar sozinha é bom. Me faz pensar, conversar comigo, analisar as coisas e as pessoas por outros ângulos e, às vezes, até mesmo chegar numa conclusão clara e direta.

Mas creio que não seja hoje um desses dias em que Deus ilumina nossa cabeça e mostra as coisas como elas são exatamente.

Talvez eu esteja mesmo só cansada e precise tirar férias de mim.

Com tudo que pensei e com as conclusões que cheguei, decidi que TENTAREI não mais ser assim, EU. Tentarei ser uma Giselle diferenciada, talvez mais fechada ainda e talvez dê um tempo em tudo que tem me esgotado, mesmo que o que esteja me esgotando seja aquilo que hoje me dê mais felicidade.

...

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Recordações...

Estive pensando em como as coisas acontecem e como elas deveriam acontecer. Estive lembrando hoje de quando a gente se envolveu, de quando me acordou no meio da madrugada segurando minhas mãos e todo sem graça disse que estava sonhando. Sonhando comigo? Talvez!

Conversando com uma amiga relembrei cada ponto, cada palavra, cada gesto, cada olhar. E foi tão gostoso lembrar de tudo e no final sorrir.

Você me tem feito sorrir em momentos nada oportunos e nos oportunos tem causado arrepios...

Feliz.. posso me dizer assim!

...

to be continued...

quarta-feira, 11 de março de 2009

Analista...

Exatamente hoje fazem 6 anos que comecei a trabalhar com informática. Na época sonhava em ser psicóloga e tudo mais que existia de opção me parecia totalmente fora de propósito. Quando era pequena sonhei em ser muitas coisas, mas por muitos anos pensei na psicologia para meu futuro. me dava bem ouvindo os amigos e aconselhando quando era necessário. Depois de me desiludir com meu primeiro vestibular resolvi que eu não seria nada por um tempo indeterminado. Queria apenas viver e deixar a vida me levar por qualquer caminho. Depois de muito tempo pensei que Jornalismo poderia ser uma boa para mim, afinal adoro cultura, falar, entreter, ... Não sabia que em meu caminho estava reservado um ponto em particular que me faria criar ânimo e coragem. Depois de muito pensar e repensar, decidi! Análise de Sistemas. Sim, informática! Se já trabalho há tanto tempo com isso porque não me aprofundar no que sei fazer de melhor? O que sei fazer de melhor? Simples, criticar, analisar, mandar, especular, aprofundar e fazer acontecer. É ao que tudo indica, serei mesmo uma analista de sistemas. Gosto do que faço e me imagino fazendo um monte de outras coisas, mas não sei se algumas dessas coisas preencheriam minha necessidade de analisar as coisas tão bem como ser uma verdadeira analista de sistemas.

Talvez eu faça isso desde criança e tenha apenas demorado para entender, ou melhor, enxergar que minha vida inteira passei analisando tudo. Porque as formigas andam sempre em fila, porque os gatos se lambem, porque meus pais brigavam, porque eu tinha que ser reservada e profundamente isolada na adolescência, porque tantas pessoas mentem, tantas outras preferem a dor da verdade à mentira doce e ilusória.

Talvez exatamente por passar minha vida inteira ‘fazendo análise’ de tudo, eu tenha me tornado assim, como sou! Analista!!!

Não importa o que vem ou o que vai, apenas analiso. Analiso sorrisos, gestos, olhares, risadas, dores, amores, palavras, ... , e, assim analista, tenho me firmado como mulher, como doutora em algumas coisas, leiga em outras, mas sempre analista!

E sendo analista fui percebendo tantas coisas que pouca gente vê. Parei para ver se os dedinhos das minhas gatas são coloridos ou todos rosinhas, parei para analisar a pinta nova do meu namorado, um sorriso diferente que ele dê, passei a observar como um sorriso de criança pode realmente iluminar nosso rosto e nossos olhos, e o mais importante, passei a vida me analisando.

Cada olhada no espelho me refletia uma coisa nova, a cada dia, todos os dias. Vi que pintas nascem e morrem do nada, pelos crescem, marcas aparecem, hematomas são espalhados pelo corpo depois de momentos de prazer, aromas, sabores, tudo fica mais fácil de sentir quando analisamos com cuidado tudo ao nosso redor.

... parece que serei sempre uma analista.... !

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Talvez...

A que ponto cheguei? Não consigo me lembrar nem em que ponto da minha loucura deixei de tomar os remédios e surtei de vez.
Que fique bem claro, não sou uma louca perigosa. Só cometo atos imbecis e que deixam marcas apenas em mim. Normalmente cuido bem das pessoas que gosto. Só não cuido muito de mim.
Tenho me descuidado tanto que já ando esquecendo dos meus atos. Isso sim é perigoso, para todos!
No início desse dia constatei que preciso de tratamento de choque! Remédios que me façam dormir e bons médicos. Alguém aí conhece um médico que cuide de almas feridas e que decifre com precisão cirúrgica meu coração, minha cabeça e sentimentos?!
To me vendo agora como uma estúpida que acha que o mundo é todo vermelho. Eu devia ser poetisa ou autora de novela mexicana. Nunca vi alguém gostar tanto de um drama. Gosto tanto deles que, na maioria das vezes, me vejo dentro de um, e causados por mim, ou melhor, por minha culpa.
Só que dessa vez fui longe demais e consegui abrir uma ferida diferente das outras. Se pelo menos me lembrasse de ter procurado por isso...
Estou com medo de estar doente, de estar com algum problema. Há muito venho esquecendo coisas, das simples às mais importantes. Devo procurar um médico? Talvez meu problema não seja físico... espiritual ou ainda, as duas coisas juntas.
Talvez pela primeira vez tenha encontrado alguén e algo de verdade e, tenho estragado as coisas aos poucos. O que me custa tentar ser compreensiva, amiga e companheira?
Talvez eu esteja mesmo errada. Talvez só queira viver um sonho. Talvez esteja errada!
Assumir um erro não é fácil. Mas assumo aqui, publicamente, que errei.
Errei em sonhar, em achar que tudo daria certo e que sempre seria a companhia ideal para alguém.
Acho que desisto aqui. Podem me chamar de fraca, de burra, de egoísta, de patética. Mas somente eu sei onde e o quanto dói. Desistir às vezes é mais doloroso que seguir adiante e tenho andado cansada! Muito peso para pouca cabeça!
Sei que tenho muito a pensar e muito chão a caminhar, mas desisto!
Resolvi que preciso esquecer para prosseguir. Por isso, darei o máximo de mim para o trabalho e para os estudos. Talvez dessa forma consiga preencher o buraco aberto essa madrugada.
Alguém ficou... mas eu estou partindo!
Não sei se quem ficou sentirá minha falta, mas preciso seguir adiante. Faltam muitos degraus. É preciso cuidado, paciência e dedicação. Hoje desci alguns desses degraus. Preciso agora recuperar o fôlego, trabalhar duro e voltar a subir degrau por degrau.
Talvez precise de ajuda mas não sei se aceitarei.
Parando para organizar as idéias só consegui enxergar NÃO! Não... não quero.. não pode... não.. não.. e não...! ........................ eu devia ir dormir e parar de pensar em tantos nãos.
Tenho vida nova pela frente. Vida que precisa de mim, da minha presença, da minha atenção, concentração e dedicação.
Sendo assim, tento pensar no sim. Sim coisas nova virão, sim consigo, sim eu posso!

***

Tenho que tirar um tempo para jogar o lixo fora. Pode ser essa semana. Dia de festa... ótimo para arrumar o armário e me livrar de velhas cascas que são mórbidas lembranças.
Parece que algo dentro de mim está morrendo. Não sei se quero cuidar para que não morra. Às vezes quando se morre algo, coisas maiores e mais bonitas surgem no mesmo lugar.

***

Preciso dormir!

domingo, 26 de outubro de 2008

hi...

Hoje, dia em que completa-se um ciclo e se inicia outro, me pergunto se as coisas que sonho acontecerão de fato algum dia e se esse dia chegará logo.

Tento não pensar muito além, mas minha cabeça metida a besta cismou que as coisas só funcionam assim, não durmo direito, sonho com o trabalho, com o namorado, amigos, família, e acordo de madrugada achando que ouvi o barulhinho do msn. Simplesmente não desligo.

Quero nesse novo ciclo fazer as coisas ficarem mais fáceis e menos grudadas na cabeça. Quero sorrir mais, chorar menos, sair mais, fazer mais do que venho fazendo por mim e fazer menos por algumas pessoas.

Aprendendo a dizer não para mim também...

E sem muitas delongas prefiro encerrar por aqui e deixar guardado o que ia escrever... melhor não expor aquilo que ainda não sei direito... apenas digo que sinto saudade...

PS.: daqui um tempo uma nova saga se iniciará!